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27 de out. de 2016

o que começou no mar, terminou lá

water, hand, and grunge image

Melissa gostava do cheiro do mar. 
Isso a lembrava dos bons tempos, em que corria pela praia, com a inocência de uma criança que, ainda não sabia que coisas ruins acontecem com pessoas boas.

Foi tudo ali na praia que começou.

Melissa conheceu Rafael.
Rafael lhe roubou um beijo.
Melissa se apaixonou por Rafael.
Rafael lhe deu um anel de compromisso.
Melissa pediu-lhe para que não quebrasse seu coração.
Rafael a levou de volta para a praia.
Melissa olhou para o mar e sorriu.
Rafael disse que estava cansado.
Melissa tirou o sorriso do rosto.
Rafael quis por um fim no relacionamento.
Melissa se perguntou o porque mas Rafael lhe deus as costas sem ao menos uma explicação.
Melissa se pôs a chorar.
Melissa caiu de joelhos na areia, botou a mão no peito e pensou consigo mesma "ele levou embora uma parte de mim".
Melissa ficou ali por um tempo.
Melissa chorou até a maré subir e tocar seu corpo frio caído na areia.
Quando o anoitecer começou a chegar, Melissa decidiu que deixaria a maré lhe levar. Daquele momento em diante, seu coração e tudo o que tinha consigo, pertenceriam ao mar, pois ele nunca lhe havia desapontado.
Melissa deixou seu corpo afundar na água e,

partiu daquela pra melhor.

22 de abr. de 2015

Beating Heart


Os olhos se desviavam com dificuldade e por mais que me recusasse a admitir, eu estava com medo. O sol estava desaparecendo, dando lugar para que a noite caísse. O relógio estava correndo e a cada minuto a mais que se passava era um a menos ao seu lado. Preciso aguentar firme e aproveitar ao máximo o que nos resta, com tanto pouco tempo não se pode deixar as coisas para mais tarde. 
Olhei em seus olhos debaixo do céu escuro e apesar de tudo, havia brilho em seu olhar. Aquilo era amor. Quis abraça-lo para poder ouvir as batidas de seu coração pela ultima vez antes do amanhecer mas ao reparar em seus lábios feridos avancei para cima deles impulsivamente e ele retribuiu o beijo na mesma intensidade.
Me afastei pensando ser o certo a fazer. Eu não podia encarar tudo isso agora. Ele me olhou confuso e eu abaixei o olhar.
- Alguma coisa errada? - Perguntou.
- Eu só quero estar ao seu lado. - Disse meio que sem pensar.
Ele sorriu e num tom doce falou: - Então não tenha medo.
Era inevitável não sentir medo, não era só ele que me amedrontava, toda essa situação me assustava também e estar ao seu lado fazia com que meu coração bombeasse o sangue mais rápido do que o normal, fazia também com que minhas mãos ficassem úmidas e uma sensação estranha no estômago que eu não sabia como explicar, não podia controlar nada disso, só conseguia sentir e sentir as vezes dói exatamente pelo fato de não conseguirmos controlar o que sentir. 
- O que você acha que vai ser daqui pra frente? - Perguntei temendo a resposta.
- Deixe para que nos preocupemos com o amanhã, amanhã. - Concordei com a cabeça, ele estava totalmente certo, eu deveria aproveitar o momento, o agora, e esquecer o que vinha depois. Pois o futuro ainda não existe, portanto, deitei minha cabeça em seu ombro e cruzamos nossas mãos. Quando o sol sangrento surgisse eu só gostaria de poder estar junto dele.


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